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05 abril 2013

E eu continuarei sonhando ...

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Boa noite galera, acredito que seja a segunda vez em que entro em diálogo direto com vocês, e a verdade é que vão me pegar fazendo isso várias vezes por aqui, acho que esse tipo de diálogo estabelece uma intimidade maior entre o escritor e o leitor. Bom, hoje quem é a encarregada de atualizar o blog sou eu, e já faz umas semanas em que não posto nada meu, por motivos pessoal, agonia pessoal pra ser mais precisa -rs. E pra compenssar isso to postando um breve texto que acaba de sair do forno, embora pouco lapidado espero que gostem. Boa leitura!







Eu continuarei sonhando, mesmo que isso faça perde-me entre a realidade e ficção.
Continuarei sonhando meus sentindo mais reais entre abismo, amor, ódio e paixão. Pegarei carona nessa vastidão procurando um paraíso onde eu possa me perder, me libertando desse vazio em meu coração, continuarei sonhando, transformando esses sonhos em verdades, verdades inexistentes que me toma completamente sem alerta de chegada. Quem sabe um dia eu queira acordar desses sonhos, já que sobrevivo a uma agonia constante. As lágrimas não consigo conter sinto o gosto amargo das gotas que escorrem pela minha face causando-me dificuldade para enchergar. Paralizam-me. E me fazem desejar continuar sonhando e é a única coisa que permito-me fazer, continuar sonhando ...


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03 março 2013

(i)maturidade

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A verdade é que eu ainda nutro sonhos pueris, coloridos e bonitos, manchados de tinta rosa e amarela. Eu ainda possuo aquelas vontades de criança; De comer brigadeiro de panela e melar o rosto com o doce saboroso, de usar os sapatos bonitos da mamãe e passar aquele batom de cor engraçada que ela costuma usar. Eu tenho, ainda, devaneios adolescentes; Ainda penso no príncipe encantado, na festa de 15 anos e no namorado perfeito. Penso, principalmente, naqueles caminhos alternativos – tão convidativos e esperançosos – que inocentemente repudiei, acreditando que aquilo que escolhi para mim seria exatamente o que sonhei. 
  100 caminhos diferentes. Como conviver com a nostalgia dos outros 99?
  Como adaptar meu corpo jovem demais à mente adulta que devo possuir? Como ser a mãe, quando antes eu era apenas uma telespectadora muito pouco atenta àquela imagem de mulher responsável e madura? Como entender essa mente insana que - ainda que preferiria optar por caminhos alternativos – não consegue se arrepender deste caminho nebuloso e desconhecido? Fora uma escolha consciente, afinal. Então que se vão os sonhos pueris e os devaneios adolescentes. Irão deixar aquela saudade chata que faz doer o coração. Irão tão precocemente que deixarão aquela sensação estranha de vazio, de algo faltando, mas irão; E meus grandes olhos escuros e rasos estarão bem abertos, buscando aquilo que procuro de forma disforme e confusa: A maturidade que ainda não me veio.